sábado, 14 de janeiro de 2012

Arte Pré-colombiana no México .


Arte Pré-colombiana

Ninguém duvida da grandiosidade dos povos pré-colombianos. Desde as origens, os indígenas mostraram uma profunda sensibilidade nas suas expressões artísticas. Povos como os olmecas, teotihuacanos, zapotecas-mixtecos, purepechas, etc, sobressaíram por sua elaborada arte.
Os maias desenvolveram uma civilização avançada, com grandes centros cerimoniais como Tikal, Palenque ou Copán, onde esculpiram delicadas estrelas, finas janelas ou elaboradas lajes. Por exemplo, na estrela de Quiriguá gravaram cálculos exatos das posições astronômicas, fazem 400 milhões de anos, calculando o tempo de um ano com maior exatidão, que o nosso atual calendário gregoriano. Não pode esquecer-se, além disso, as operações matemáticas e o fato de ter sido o primeiro povo americáno em trabalhar a escrita por meio de confusos hieroglifos.
Os maias destacaram em todas as artes, feito que constata-se na cerâmica policromada e chumbada, na decoração das fachadas, na refinada pintura, nas vasilhas de alabastro ou na incorporação de arcos em suas construções. Nestas manifestações deixa –se sentir a influência dos toltecas, quando aparecem os chac-mooles, altares decorados com crânios e tíbias cruzadas ou os edifícios curculares. Seus sólidos conhecimentos urbanísticos foram o suficentemente extensos para poder construir terraças artificiais, calçadas, aquedutos e tanques nas cidades.
Os aztecas não introduziram grande inovações e, em suas pirâmides percebe-se a influência totlteca. Porém, destacaram-se por ter sido grandes artistas de profunda sensibilidade. A arquitetura e escultura azteca é impressionante, seguramente influenciada pelos ritos de sacrifícios humanos. As expressões transmitem muita força que, pode parecer no primeiro momento brutal, mas de uma original beleza quando estudada em detalhes.

Período Pré-clássico (2.000 aC ao 200 dC)

Neste tempo formaram-se os padrões principais da civilização mexicana e sua habilidde arquitetônica para trabalhar com a pedra, as técnicas manuais para os tecidos, cerâmicas, talhados em pedra e madeira, a escritura hieroglífica e, a divisão do tempo e as estações do ano. Graças à utilização de diferentes métodos agrícolas, a população cresceu rapidamente, convertindo as pequenas vilas em povoados. Começaram a surgir centros cerimoniais, que serviram também, como centros de troca e comércio. Bons exemplos deste período são: São Lorenzo, La Venta, Tres Zapotes (Estado de Veracruz) e Cuicuilco, na Cidade de México.

Período Clássico (200 dC ao 900 dC)

Etapa em que acontece a transição das culturas rurais aos centros urbanos com hegemonia política e econômica. Neste tempo foi a "época dourada" para as expressões artísticas. Foi um tempo em que construíram-se importantes obras arquitetônicas, logrou-se uma planificação urbana avançada e, ocrreram relevantes fatos no âmbito intelectual. O comércio realizou-se de forma organizada o que, ao lado de uma estratificação de sociedade teocrática, permitiu aos governantes a criação de grandes impérios.
Os melhores exemplos deste período o encontramos em lugares como Teotihuacán e Cholula (na Mesa Central), El Tajín (Veracruz), Monte Albán (Oaxaca), Palenque e Bonampak (Chiapas), Dizbilchantún, Labná, Kabah, Sayil, Chichen-Itzá e Uxmal (na Península de Yucatán).

Período Pós-clássico (900 dC ao 1521 dC)

Este período caracterizou-se pela evolução das estruturas sociais, passando da ordem teocrática a ordem militar. Além disso, sucederam-se câmbios nos importantes centros cerimoniais (como Cholula, Chichén Itzá, Tenochtitlán), desaparecendo alguns e, outros florescendo.
O Período Pós-clássico esteve dominado pelo Império Azteca e pelo ressurgimento da civilização maia nas proximidades de Chichén-Itzá e Uxmal. As mostras deste tempo encontramos em sítios como Xochicalco (Estado de Morelos), Tula (Hidalgo), Tenayuca e Tenochtitlán (Mesa Central), Yagul e Mitla (Oaxaca) e Chichén-Itzá, Tulúm e Cobá na Península de Yucatán.

Arquitetura do México

A arquitetura dos séculos XVI ao XVIII é, sem dúvida, a marca mais visível do México colonial. Durante este período construiram-se perto de 15.000 templos e uma trintas catedrais, promovidas e construídas pela Igreja católica e, graças a abundante boa mão de obra indígena, mais o menos especializada (somente nos primeiros 50 anos foram construídos pelo menos 250 conventos de franciscanos, dominicanos, agostinhos e jesuítas).
A singularidade da arquitetura tem a sua base no relativo isolamento da colônia, e no comportamento dos próprios indígenas, durante sua fase de aprendizagem das técnicas espanholas. As propostas locais manifestaram nos desenhos ornamentais que iriam evoluir mais tarde, o plateresco. Nas primeiras construções, o marco mais chamativo são as capelas abertas (chamadas também capelas dos índios), assim como, os afrescos com fins didáticos. Os elementos góticos e renascentistas das construções combinavam-se com elementos mudéjares e arcaismos medievais.
Porém, é o estilo barroco que pode ser considerado como o primeiro estilo artístico americano e, muito especialmente, mexicano. Um estilo que adquire a sua própria aparência e que tem a melhor testemunha no Sagrário da Catedral Metropolitana. Coincide com o assentamento da colônia e o puxado econômico, situação que estava refletida na construção de numerosos palácios e casas singulares. O século XVIIII é a época em que a arquitetura se mexicaniza, quer dizer, momento em que os crioulos e indígenas, com propostas mais vitalistas, desprezam os artezãos europeus. No final deste período, no século XVIII o barroco foi derivando para o churrigueresco, dando vida a uma arte excessivamente carregada. Finalmente o estilo herreriano acabou impondo-se, afastando os elementos decorativos, partes muito específicas das construções.
Durante o século XIX foi introduzido diversas correntes européias ecléticas do momento, especialmente as procedentes de Itália e França, existindo um período onde impôs o estilo Neo-clássico. Resultado disto, foram as construções como o edifício dos Correios e o Palácio de Chapultepec (Cidade de México), onde podem-se apreciar as diferentes correntes modernistas. No século XX a arquitetura mexicana renova-se com as propostas dos arquitetos como Luis Barragán o Villagrán García. Entre as obras contemporâneas, destacam-se a Cidade Universitária, o Museu Nacional de Antropología e História e o Museu Rufino Tamayo.

Pintura do México

Durante a época da colônia, a pintura mexicana esteve fortemente influenciada pelos temas religiosos e enfocada à técnica mural. Os grandes retábulos e os baixo-relêvos do espirito indígena constituíram as formas mais frequentes da escultura, daquele tempo. Durante o século XIX a pintura caraterizou-se pela influência acadêmica, porém no final deste mesmo século, surgiu o movimento chamado "pintores viajantes" onde as paisagens foram o tema predominante. O século XX foi prolixo em representações históricas do país e, os movimentos revolucionários assentaram as bases do movimento muralista. Os pintores utilizaram a sua arte como instrumento de oposição política e nacionalista. José Clemente Orozco propos uma visão satírica e trágica. Diego Rivera recriou em suas pinturas a Conquista, desde o ponto de vista dos índios e, finalmente, David Alfaro Siqueiros decantou-se pelos temas sociais. Com esta sólida base surgem as obras de Rufino Tamayo, Frida Kalho, José Luis Cuevas ou Vicente Rojo, para citar alguns.

Música do México

Os rítmos mexicanos são o resultado de uma longa mistura entre numerosas formas de raças dadas, nos últimos 500 anos. Durante a época pré-colombiana a música formou parte de todas as cerimonias rituais. Os instrumentos como o huehuetl, espécie de tambor, o teponaztli, um pau ôco, as flautas de cana e argila, os caracóis do mar eram comuns nas cerimonias religiosas e civis. Com a chegada dos espanhóis os rítmos conservam-se, porém misturados com os recém chegados e, os instrumentos espanhóis, como a guitarra, arpa, violino e órgão impuseram-se rapidamente. Entre a música popular destacam o huapango, rítmo originário de Veracruz que utiliza instrumentos de corda, sandunga, muito parecida ao fandango, a música rancheira, geralmente de temas de amor e dramáticos ou corrido, muito mais alegre.

Literatura do México

Os primeiros espanhóis enfocaram a literatura para a evangelização e, desta época conservaram as crônicas históricas, como as de Sahagún e Díaz do Castillo. Destacam também, os temas que fazem referência à defesa dos índios e que tem o melhor espoente em Frey Bartolomé das Casas. Do século XVII destaca-se a extraordinária obra de Sor Joana Inés da Cruz, em cujos escritos poéticos trata do amor e a mulher.
No nosso século destacam-se Amado Nervo, ao que segue o também modernista Enrique González Martínez, caraterizado pela profundidade de seus pensamentos. Enrique Reyes trabalhou todos os gêneros. A obra de Carlos Fuentes reflete a sociedade contemporânea, enquanto que a poesia de Octavio Paz define-se como uma síntese das culturas mexicana e européia.

População e Costumes do México


Quando pergunta-se aos turistas que estiveram no México, como são os mexicanos, as respostas costumam ser variadas, extremas e difíceis de arrumar formas e tipos. É que, os mexicanos são o resultado de estranhos encontros que sucederam-se nos últimos seis séculos. A essa pergunta poderia-se responder com a célebre frase de um presidente mexicano: "os mexicanos não são isto nem aquilo, mas tudo ao contrário". Porque os mexicanos são um impressionante quadro de paradóxos e contrastes.
A razão deste jeito de ser tem sua origem na mestiçagem entre indígenas e os primeiros espanhóis, entre os crioulos e os indígenas e entre os crioulos e os espanhóis. Enfim, é o resultado estranho de um labiríntico encontro. Alguns afimam, que a contradição entre as duas cosmo-visões, a do indígena com um sentido da vida mais harmônico e, pela outra, a do mestiço que, no empenho por afirmar-se, provocou este especial caráter que define muito bem esse "X" que encontra-se no centro da palabra "México". Como disse o escritor Alfonso Reyes, é impossível chegar perto do México e dos mexicanos sem entender as contradições que este "X" tem imposto na definição de identidade de um povo que, ainda hoje, nega-se aceitar a dualidade da sua origem. Pois, os mexicanos, embora mostrem uma forte coesão e um sólido sentimento nacionalista, não resolveram ainda as contradições internas derivadas do fato de ser um país pluri-étnico e pluricultural, onde enfrentam tradições e costumes pertencentes as expressões mais genuínas da modernidade e do progresso.
Nos mexicanos encontra-se com frequência sentimentos machistas e malinchistas. Malinchistas (o termo provém da Malinche, a admirável indígena que foi a intérprete de Hernão Cortés), por admirar o alheio e o estrangeiro, e machistas por, dissimular complexos de inferioridade com atitudes de prepotência. Porém, os mexicanos não são assim, que dizer, nem isto e nem aquilo, mas tudo ao contrário. Os mexicanos são gente amável, porém impulsivos e violentos, segundo o caso. Gente aberta mais reservada, generosa, porém desconfiada, com uma visão de vida, séria e pessimista, enquanto afirmam que "a vida não vale nada" e, por isto aludem, em forma de brincadeira, à figura da morte. Os mexicanos são tudo isso e tudo ao contrário.
Mas não fique alarmado, já que desfrutará profundamente do trato com os mexicanos, porque são, sem contradição nenhuma, estremamente hospitaleiros. As condutas afetuosas são muito comuns e, descubrirá como dão-se aa mãos, cumprimentando-se, no encontro e na despedida. Aconselhamos-lhe a ser gentil, já que para os mexicanos a gentileza é sinônimo da educação. Procure pedir as coisas acompanhadas de um "por favor" e não esqueça de dar sempre graças. Aceite sempre um convite, embora não esteja afim, pois é melhor aceitar e não se apresentar, que rejeitá-lo. E, se marcou hora com alguém, pode esperar um bom tempo, pois o relógio dos mexicanos funcionam mais devagar que os outros relógios do mundo.
Também, aconselhamos não elogiar em excesso qualquer pertinência do seu interlocutor, porque poderia acabar dando-a de presente e você terá que aceitá-la.
No México o sentimento de pudor é muito forte, pelo que deverá comportar-se. Em muitos lugares, sobretudo nas zonas que não têm praia, não são bem vistos os calções curtos nos homens. Evite entrar com eles nos templos. O traje de banho é bem visto apenas nas praias, mas não fora delas.
Os mexicanos professam profundo sentimento religioso, por isto evite entrar em discusões profundas neste tema. Pelo contrário, é melhor interessar-se e, tentar decifrar as raizes desta experiência, que tem a base nos cultos anscestrais dos indígenas. Lembre-se que, no México habitam 56 etnias, entre as que encontram-se os Chinatecos, Huastecos, Huicholes, Tarahumaras, Lacandones, Chichimecas, Chinatecos, Nahuas, etc. Convidamos-o a descobrir este precioso mosaico de culturas, tradições e costumes, onde convivem numerosos universos que, inevitavelmente, acabarão por cativá-lo.

15 Curiosidades do México .


1.   A Cidade do México é a capital e a segunda maior cidade das Américas.
2.   Chapultepec é um dos maiores parques urbanos do mundo; seu nome significa colina do gafanhoto e abriga o principal zoológico da cidade, muitos museus e um parque de diversões.
3.   O Castelo de Chapultepec foi o primeiro castelo construído no continente americano.
4.   A área metropolitana da Cidade do México é uma das maiores e mais populosas do mundo, com uma população estimada em cerca de 20 milhões vivendo na região.
5.   A Cidade do México está afundando 20 cm por ano e esse fato preocupa o governo, pois isso torna a capital mexicana muito sujeita a enchentes.
6.   O símbolo no centro da bandeira mexicana mostra uma águia comendo uma cobra sobre um cacto.
7.   A Universidade Autônoma do México (UNAM) é a mais antiga da América latina: foi fundada em 1551.
8.   Apesar da língua oficial ser o espanhol, são faladas 62 línguas indígenas no México, já que a maior parte da população mexicana tem antepassados indígenas (mais da metade é mestiça).
9.   As abelhas maias são originárias o México e têm a particularidade de não possuirem ferrão. Na floresta existem imensas que se alojam nos troncos das árvores
10. A "Basílica da Nossa Senhora de Guadalupe" é o Santuário Católico mais visitado do mundo, com 15 milhões de peregrinos ao ano.
11. Os primeiros povos a cultivar o tomate no mundo foram os Incas e os Astecas no ano de 700 A.C.
12. A culinária mexicana é uma das mais ricas do mundo, embora seja por vezes caracterizada como gordurosa e condimentada. É uma culinária rica em proteínas, vitaminas e minerais.
13. Os mexicanos têm o hábito de colocar pimenta em todos os pratos, inclusive em muitos doces e frutas.
14. O chocolate é originário do México e América Central. Seu nome vem de tchocoatl, um líquido escuro feito com cacau pelos astecas. As sementes do cacau eram usadas como moeda pelos astecas, com cem sementes se comprava uma escrava.
15. Conhecida no mundo todo, a tequila é um destilado feito a partír do sumo de uma planta chamada “agave tequilana” ou mescal.

Religião Predominante no México .

Tradicionalmente, atribui-se aos Toltecs o surgimento de uma civilização a qual desapareceu com a invasão e a conquista do país pelas tribos do norte, os Naurianos que foram rapidamente substituídos pelos astecas cristalizando uma nova civilização mexicana.

Os rituais mexicanos incluíam as práticas mais horríveis e revoltantes que as encontradas em qualquer outra religião.

Os deuses preferidos do povo mexicano eram Tezcatlipoca e Huitzilopochtli sendo que o primeiro era considerado como o deus da lua minguante e por vezes como o deus do vento, e o segundo era considerado como o deus da guerra, que segundo a tradição foi milagrosamente concebido pela mãe por meio de uma bola de penas que caíra do céu. Os astecas asseguram que o deus nasceu completamente armado, matando logo a sua irmã e expulsando de casa os seus quatrocentos irmãos.

Tal como em todas as religiões os astecas também possuíam passagens como por exemplo: a confissão, a penitência, a absolvição, o baptismo e a comunhão (esta consistia em modelar uma imagem de Huitzilopochtli, de farinha amassada com o sangue das crianças).

Também utilizavam a cruz, o que surpreendeu muitos padres católicos, chamando-lhe de “árvore da nossa vida” que se relacionava com o sacrifício figurando como o símbolo dos quatros ventos do céu.

Actualmente, o país é predominantemente católico romano (89%), com 6% de adesão a várias fés protestantes e os restantes 5% a aderir a religiões mais pequenas ou sem religião.

Tal como em Portugal a Nossa Senhora de Fátima é muito importante na cultura portuguesa, no México a Nossa Senhora de Guadalupe também é um símbolo de grande importância. Em 1531 ocorreu a aparição de Virgem Maria no México, que ao realizar um milagre e após esse milagre se espalhar por todo o lado, foi construída uma igreja na montanha de Tepyac sendo ampliada durante séculos até chegar à actual Basílica Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe.

Dança Tipicas do México .


Dança predomindante do mexico é - Mariachi, que é uma dança muito rica em melodia, ritmos e movimentos que podem ser acompanhadas não só por instrumentos mas também por canto, é uma dança usada pelos seus ancestrais, somente foram modificadas na sua aparencia pelo tempo.
agora a danças tipicas variam apenas de região para região mas tem o mesmo fundamento, algumas delas são:

"La Danza de los Viejitos" é uma antiga tradição, anterior a chegada dos espanhóis, é usualmente interpretada por jovens, que imitam pessoas idosas em movimentos engraçados, com dificuldade de se movimentar e encurvados em uma bengala. Usam trajes de camponeses e máscaras de feições idosas, sorridentes e sem dentes.

"Los Sembradores" é uma interpretação artística de um dos mais importantes elementos da vida: trabalhar com a terra, plantar e colher, a alegria de trabalhar em comunidade e a beleza da simplicidade.

Jarabe Tapatio" ou "Dança Mexicana do Chapéu", é considerada a dança nacional do país.A dança conta uma história de amor e do namoro de um homem e uma mulher em uma festa. O namoro é percebido em várias figuras da dança, em certo momento o homem joga seu chapéu no chão e dança ao seu redor e ao redor da moça, ela pega o chapéu mostrando que aceita o seu amor, põe em sua cabeça e os dois vão embora felizes.

Cultura do México .

                                                A História do México

OS OLMECAS – Os primeiros habitantes chegaram ao México há cerca de 20 mil anos, constituíram a primeira cultura de destaque do México, comumente chamada de “cultura madre”. As primeiras aldeias agrícolas surgiram por volta de 2.000 a.C., foram também os primeiros a construir centros cerimoniais como La Venta, em Tabasco; Tres Zapotes y San Lorenzo, em Veracruz.

Os Olmecas foram agricultores, comerciantes, artistas e grandes construtores.  Trabalharam com barro e pedra, talhavam desde pequenas figuras de jade (cerâmicas e estatuetas), até enormes cabeças de pedra de mais de dois metros de altura esculpidas em rochas.

As pirâmides de terra sugerem que eram governados por uma autoridade central capaz de mobilizar uma grande mão-de-obra.

A população vivia em aldeias em torno do centro cerimonial dentro do qual residiam os sacerdotes e governantes com suas famílias.  Os olmecas criaram o princípio de um urbanismo cerimonial, iniciaram o desenvolvimento do calendário com os conhecimentos astronômicos que o fundamentam e estabeleceram uma escrita figurativa.  Entre os anos 500 e 400 a.C., os olmecas tiveram dificuldade e do ano 300 a.C. a 200 d.C.. sua cultura se desintegrou; isto levou a transformação de alguns lugares e a constituição de outros com as novas culturas que estavam se formando.

Nos vales de Oaxaca e México começaram a destacar vilas que mais tarde deram origem a centros urbanos importantes.

A cidade de Santiago Tuxtla em Veracruz é o portão de entrada para o mundo dos antigos olmecas.

Uma colossal cabeça esculpida em pedra encontra-se bem no centro da principal praça da cidade.

É a maior de todas as cabeças gigantes encontradas até agora, com 3,4m de altura e cerca de 50 toneladas. Ao lado da praça, o Museo Tuxtleco, tem uma coleção interessante de peças dos sítios arqueológicos dos arredores.  Em Villahermosa, capital do estado de Tabasco, há dois bons museus, o Parque-Museo de La Venta e o Museo Regional de Antropologia Carlos Pellicer.  Este último exibe cerâmicas, estátuas de argila e entalhes em jade feitos pelos olmecas.

OS MAIAS – A cultura olmeca influenciou várias civilizações que surgiram posteriormente. A história do povo maia começa há milhares de anos, quando povos provavelmente vindos da Ásia pelo estreito de Bering (estreito que separa a Ásia da América), ocuparam a América do Norte e Central.

Vários povoados maias, organizados em volta de centros cerimoniais, começaram a surgir onde atualmente se encontra a fronteira entre o México e a Guatemala.
Essa civilização começou a florescer sobretudo no período clássico (200-900 d.C.). Os maias praticavam inúmeros rituais e sua arte era bastante elaborada. Praticavam a agricultura, o principal produto era o milho, porém, cultivavam também o feijão, a abóbora, vários tubérculos, o cacau, o mamão e o abacate.

Trabalhavam o ouro e o cobre. Cada cidade-estado era governada por um chefe, que era assistido por um conselho que incluía os principais chefes e sacerdotes. O povo se empregava com a agricultura e a construção de obras públicas. A classe sacerdotal, se dividia em dois grupos: o primeiro velava o culto e o segundo se entregava as artes e ciências.

O crescimento da cultura maia se revela principalmente no terreno intelectual, porém, devido à complexidade de sua escrita, só foram descobertos até agora os símbolos relativos ao tempo. Desenvolveram A Aritmética de maneira que ela permitiu cálculos astronômicos de uma exatidão admirável. Conheciam o movimento do Sol, da Lua, de Vênus e provavelmente de outros planetas. A numeração escrita era simbolizada por pontos e traços. Inventaram o conceito de abstração matemática, o valor zero fazendo-o intervir nos seus cálculos e cronologias.


O calendário maia é muito preciso, o dia (Kin) era a unidade de tempo, acima da qual vinha o Uinal, correspondendo a um mês de 28 dias, o Tun equivalia ao ano de 365 dias. O ano solar tinha 18 meses e 20 dias cada um.

Embora outras civilizações da Mesoamérica tenham desenvolvido a escrita, nenhuma era tão aprimorada quanto a maia. Havia 800 hieróglifos diferentes, alguns representando palavras, outros fonemas.

Os maias eram grandes construtores, realizaram todo tipo de construções em madeira e pedra: palácios retangulares e alargados, templos, pirâmides, jogos de bola, calçadas que uniam as cidades principais, etc.

O sítio maia mais preservado, onde se vê as maiores e mais famosas ruínas, fica em Chichén-Itzá, a mais ou menos 3 horas de Cancun, através de uma auto-pista.  

A estrutura mais impressionante de Chichén-Itzá é a pirâmide conhecida como El Castilho, erguida por volta de 800 d.C. Sua disposição astronômica é perfeita; quatro escadarias voltadas para os pontos cardeais, diversos elementos relacionados ao calendário maia. A construção chamada El Caracol, por causa da escadaria em espiral, foi um observatório astronômico.

No mesmo sítio há o Campo de Bola, com 168m de extensão, este é o maior campo de jogo de bola da Mesoamérica. No local ainda estão os dois círculos pelos quais a bola devia passar.Mais do que um esporte ou tipo de lazer, o jogo de bola tinha também um significado ritual. Dois times se enfrentavam e precisavam arremessar uma grande bola de borracha dentro de um círculo de pedra, fixo no alto da parede lateral da pista.

Acredita-se que os perdedores eram condenados a morte, sacrificados após a partida, mas essa era uma maneira honrosa de morrer.

As ruínas de El Rey, fica a mais ou menos uma hora e quinze minutos de Cancun pela auto-pista ou pode-se fazer  este passeio através de ferryboats que fazem o trajeto até Isla Mujeres, saem de um cais perto da Playa Linda, mas a maioria parte de Puerto Juárez ou Punta Sam, ambos logo ao norte de Cancun.

Em Uxmal, na Península de Yucatán, o sítio maia contempla complexas arquiteturas, dentre elas o Quadrilátero do Convento, que recebeu estes nomes improváveis dos espanhóis, que acharam que as 47 salas dispostas ao redor de um pátio eram celas de um convento. A espetacular Pirâmide do Mágico mede 35m é a construção mais elevada de Uxmal; o Trono do Jaguar tem a forma de uma onça com duas cabeças, animal associado a chefes e reis; o Palácio do governador é considerado uma obra-prima da arquitetura maia, consiste de três edifícios ligados por arcos maias.

A Península de Yucatán conta com dois aeroportos internacionais, em Cancun e Mérida. Uma rodovia com pedágio liga Cancun a Mérida. Os ônibus são o meio de transporte coletivo mais apreciado, porém a lugares mais remotos só se tem acesso de carro ou excursão.

Em Palenque, os maias se instalaram por volta de 100 a.C., e a cidade atingiu seu apogeu entre 600 e 800 d.C. quando se transformou em capital regional.

O sítio arqueológico de Palenque é tudo que um sítio deve ser: misterioso, solene, preservado e situado em meio à selva. O Templo do Sol foi construído sobre uma pirâmide de quatro níveis, é um dos edifícios mais bem preservados, no seu interior há hieróglifos e frisos de estuque, um deles retratando o sol.

O Templo das Inscrições é uma pirâmide que abriga o túmulo de Pakal, soberano de Palenque. O Palácio situado em uma plataforma elevada é um labirinto de pátios, corredores e salas, ele se destaca pela torre de quatro andares, provavelmente um observatório ou um posto de vigilância. Estas construções são as que formam o chamado Grupo Principal, mas alguns templos menos conhecidos podem ser visitados em trilhas fáceis pela mata. Palenque fica na ponta sul do México, em Chiapas, excursões guiadas ocorrem de duas a três vezes ao dia.

Inicialmente se pensava que os maias fossem um povo pacífico, ma na verdade as cidades travavam, regularmente, combates entre si. Por volta do ano 800, os maias foram atingidos por uma crise: a população havia ultrapassado os recursos disponíveis e muitos centros foram destruídos e abandonados, talvez por epidemias, seca ou revoltas camponesas.


Ascenção e queda de Teotihuacán

Teotihuacán é uma das cidades mais impressionantes do mundo antigo, foi fundada por volta de 600 a.C. como uma aldeia e chegou a abrigar 125 mil habitantes em uma área de 20 km2.

Seu nome Teotihuacán significa “local onde os homens se tornam deuses”, erguida em um vale voltado para o norte da atual Cidade do México, Teotihuacán se destacou por volta de 200 a.C. e atingiu o ápice do poder de 400 a 500, quando unificou todo o vale e uma grande área além dele.

A arte do povo teotihuacano não se detem no exterior, pois o seu macrocosmo de vasilhas e objetos cerimoniais alcançaram a perfeição.

Durante o século 7º, Teotihuacán esgotou seus recursos, assim como as cidades maias do período clássico. A pobreza e a insatisfação  parecem  ter aumentado, e tribos nômades vindas do norte começaram a ameaçar a cidade.

Em cerca do ano 650Teotihuacán foi atacada e parcialmente queimada por essas tribos e rebeldes locais, ou, talvez por ambos; não desapareceu de repente, mas amargou um longo período de decadência. A queda de Teotihuacán causou impacto em toda a Mesoamérica. Mais tarde os astecas consideraram o local sagrado, pois acreditavam que fora construído por gigantes.

Os pontos altos são: Templo de Quetzalcoatl – com máscaras de Quetzalcoatl (Serpente Emplumada”) e um deus(às vezes identifico como o deus da chuva Tlaloc), foi erguido por volta do ano 200. A pirâmide que depois o cobriu foi em parte removida; Pirâmide do Sol - imensa pirâmide, uma das maiores do mundo tem dimensões similares a da Grande Pirâmide do Egito; sob a estrutura, foram descobertos câmaras e um túnel; Pirâmide da Lua - embora menor que a do Sol, esta pirâmide de quatro níveis tem a mesma altura graças ao nível do solo.

Oferece a melhor vista do sítio histórico; Conjunto do Palácio Quetzalpapalotl – as construções apresentam belos murais e entalhes, é um labirinto de residências e templos que se formou ao longo dos séculos, fazem parte desse conjunto: o Palácio Quetzalpapalotl, Palácio Jaguar (com seus murais), a Praça da Lua, o Templo das Conchas com Plumas, etc.

Localiza-se nos arredores da Cidade do México. Uma rede de estradas, a maioria asfaltada, faz a ligação com as cidades menores. Há ônibus expressos e o serviço é eficiente.

OS TOLTECAS - Com o colapso de Teotihuacán o México central viveu  uma fase de fragmentação e militarização. Os toltecas, acreditam os estudiosos, teriam vindo do norte, embora estivessem estabelecidos no Vale do México, onde construíram a cidade de Tula, com população estimada em 40 mil habitantes, alí levantaram edifícios adornados com colunas em forma de guerreiros chamados “Atlantes”, também esculpiram figuras de jaguares, coiotes e águias devorando corações. Perto do ano 1050 d.C., os toltecas converteram Tula  na capital de um império que dominava o centro do México e extendia sua influência a regiões distantes.

Em Tula, a função política estava ligada a religiosa e o centro urbano era a sede do governo da região.

A influência tolteca deveu-se ao seu poder para a guerra e o comércio, utilizaram outras culturas formas distintas de trabalhar a terra e de construir templos e casas, obtiveram riquezas e dominaram territórios. Os povos dependentes e submissos a eles pagavam impostos em troca de proteção militar. A guerra tinha tanta importância para os toltecas que eles se identificaram com certos animais como: águia, jaguar e coiote.

O centro cerimonial de Tula tinha pirâmides, residências e jogos de bola e trabalhavam muito a cerâmica, dizem que o gênio dos artistas toltecas se dava ao fato deles colocarem seu coração em seu trabalho.

O sítio arqueológico tolteca mais importante do México localiza-se em Tula, na descampada colina que se eleva sobre a pequena cidade de Tula de Allende está tudo que restou desse glorioso passado: fragmentos do palácio principal e de templos. Um dos destaques do local são as enormes esculturas de pedra, os atlantes. Com 4,6 m de altura, os quatro guerreiros vigiam a Pirâmide de Tlahuizcalpantecuhtli (ou Estrela da Manhã). Ao lado de uma enorme serpente e de outros pilares, acredita-se que os atlantes sustentariam um teto esculpido. A base do templo e do Coatepantli, ou Muro da Serpente, no lado norte exibe frisos esculpidos com serpentes, águias e onças.

Alguns elementos estilísticos de Tula, como o Palácio Quemado, as esculturas Chacmool e a enorme quadra de jogos, revelam grande similaridade com a cidade maia de Chichém Itzá.

Os toltecas dominaram um amplo território, mas não por um período longo.

Tula foi incendiada e profanada por volta de 1100, mas seu prestígio permaneceu. Acredita-se que alguns toltecas tenham se dirigido para a Península de Yucatán, acredita-se também que entre eles tenha havido um príncipe ou líder chamado Quetzalcoatl (Serpente Emplumada), que acabou sendo transformado em um deus.

O IMPÉRIO ASTECA - O império asteca, também chamado de Méxica, foi o último grande império da Mesoamérica. Os astecas, andarilhos vindos de Aztlán, uma cidade do norte, cuja localização exata é desconhecida, estabeleceram-se no Vale do México. No início, atuaram como criados e trabalhadores braçais nas cidades já estabelecidas. Por volta de 1325, eles foram aconselhados por seu deus Huitzilopochtli a se fixar no local onde encontrassem uma águia pousada num cacto devorando uma cobra. Esta imagem reproduzida na bandeira do México, foi vista em uma ilha do lago Texcoco, que se tornou, então, a cidade de Tenochtitlán (hoje a Cidade do México).

A partir de sua capital, Tenochtitlán, os astecas vieram a controlar um grande império que incluía quase todo o centro e sul do México. Foram guerreiros famosos, com uma organização militar muito desenvolvida.

Eles eram fortes, de pele escura, cabelos curtos e grossos, e rostos redondos. Assemelhavam-se a alguns indígenas que hoje vivem em pequenas aldeias perto da Cidade do México. Os astecas falavam a língua Náuatle, uma percentagem grande da população da Cidade do México ainda fala o Náuatle; até hoje, descendo as ruas da capital mexicana, é possível escutar esse idioma.

Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, feijão, abóbora, cacau, etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por eles. O milho era tão importante para eles que existia até um Deus-Milho.

O sistema de governo era monárquico, o poder do Imperador era hereditário, e considerado de origem divina e ele governava auxiliado pelo “Grande Conselho”, as suas principais obrigações eram proteger o povo e homenagear os deuses.
   
 Desde os indígenas do México, os astecas foram os que mais cultuaram seus deuses, a religião asteca era uma síntese de crenças e cultos. Um dos tipos de “Cerimônia de Sacrifício Humano”, fazia com que o mais bravo dos prisioneiros de guerra fosse sacrificado a cada ano, sacerdotes e quatro belas moças acompanhavam-no. O frágil equilíbrio cósmico só poderia ser mantido se os deuses fossem alimentados com corações palpitantes. Esses sacrifícios em massa, serviam para aterrorizar os inimigos e sustentar o império.

 Embora fossem herdeiros culturais de outras grandes civilizações, os astecas conseguiram desenvolver técnicas e conhecimentos bastante elevados. A arquitetura sobressaiu na construção de monumentos, diques e aquedutos. Eram mestres na arte de ourivesaria. Os livros eram importantíssimos, os colégios dos nobres e os palácios possuíam volumosas bibliotecas.

A escrita era uma mistura de ideografia  com a escrita fonética. O calendário asteca possuía 18 meses e 20 dias.

O império asteca  reinou absoluto por quase 100 anos, quando em 1519 , Hermán Cortés, o conquistador espanhol, chegou a Tenochtitlán, após ter vencido o povo do principado de Tlaxcala e ter conseguido que eles se unissem a ele, juntamente com outros povos conquistados e finalmente derrotar o poderoso império asteca de Montezuma II.  Após um ataque sangrento e arrasador, Tenochtitlán estava conquistada.

Templo Mayor – enorme templo construído pelos astecas nos séculos 14 e 15, fica no Centro Histórico  ao lado do Zócalo, na Cidade do México, é possível se maravilhar com seu sítio arqueológico e o que restou deste grande império: Edifício do Templo Mayor – edifício religioso mais importante no local onde, cumprindo uma profecia, eles haviam visto uma águia sobre um cacto comendo uma cobra. Os pequenos templos geminados, no topo, foram consagrados ao deus da guerra, Huitzilopochtli, e ao deus da chuva e da água, Tlaloc.

A Cidade do México possui um dos melhores sistemas metroviário do mundo, pode-se cruzar a cidade inteira em rápidos e eficientes trens ao estilo francês.

Turibús – um ônibus de dois andares que percorre a cidade.

Colonização Espanhola

Após a vitória sobre os astecas, os índios foram submetidos à tutela dos espanhóis que, como senhores feudais, tinham a missão de converter seus protegidos, que em troca tinham que pagar impostos; houve também pilhagem militarizada e imposição religiosa.

Durante o século 17, os espanhóis ricos criaram as haciendas, (fazendas mexicanas), para melhorar as condições de vida dos fidalgos na colônia.

Com o início  da dinastia Bourbon na Espanha, aumentaram as exigências  por parte da Espanha, no envio de mais impostos e prata, ao mesmo tempo, houve o crescimento da população e o padrão de vida dos crioulos (descendentes dos espanhóis nascidos no México); a antiga aliança entre a Coroa e a Igreja  enfraqueceu. Ao mesmo tempo a Espanha contava com poucos recursos por ter se envolvido repetidamente em guerras na Europa; todos esses fatores levaram o padre Miguel Hidalgo a fazer sua famosa convocação às armas em nome da independência, “El Grito” (o grito), em 16 de setembro de 1810, porém o levante foi reprimido.

Uma segunda rebelião liderada por outro padre, José Maria Morelos, foi sufocada da mesma forma, Como a repressão não poderia mais sustentar um governo instável, a guerrilha continuou e, em 1821, a elite crioula proclamou a independência do país e a república foi estabelecida em 1823.

Após a independência, a corrupção e as lutas internas, fizeram com que a República do Texas se libertasse em 1836 e com a guerra contra os E.U.A., o território mexicano foi diminuído.

Em 1855 um movimento reformista democrático liderado por Benito Juárez destituiu a ditadura e estabeleceu uma constituição liberal. Por volta de 1860, o país sofreu uma ocupação militar francesa, colocando o príncipe Habsburgo Porfirio Diaz na liderança por 35 anos.

Em 1910, após longo regime autocrático, as forças revolucionárias da qual fazia parte Emiliano Zapata e Francisco Pancho Villa, derrotaram o exército federal, mas as lutas internas ainda fizeram com que o país permanecesse em conflito por mais duas décadas.

Ao final da revolução, o Partido Revolucionário Institucional (PRI) tomou o poder e controlou o país até o final do século XX.

Após privatizações de grandes empresas, o alívio da dívida e o investimento estrangeiro, a economia do México caminha de forma saudável.

Dados Gerais do México .

                                 México - Estados Unidos Mexicanos

O México tem como nome oficial: Estados Unidos Mexicanos, em espanhol: México  é um país localizado na América do Norte delimitado ao norte pelos Estados Unidos da América, a leste pelo Golfo do México e pelo Mar das Caraíbas, através dos quais se aproxima de Cuba, a sul pela Guatemala e por Belize, e a oeste pelo Oceano Pacífico. Além do território continental e ilhas adjacentes à costa, o México inclui também as Ilhas Revilla Gigedo, localizadas no Oceano Pacífico, a mais de 400 km a sul do Cabo San Lucas, na Baixa Califórnia.

Capital: Cidade do México
Idioma Oficial: Espanhol
Moeda: Peso mexicano
Fuso Horário: UTC - 6/8H
Código Telefônico do País: 52

Área: México possui uma área de 1.972,547 km²,
ocupando o 14º lugar no mundo em extensão territorial


População: É o mais populoso país de língua espanhola do mundo e o 2º mais populoso da América Latina, depois do Brasil.
 Faz limites ao norte com os Estados Unidos da América, a oeste com o Oceano Pacífico, a leste com o Golfo do México e ao sul com a Guatemala e Belize. Sua população é superior a 95 milhões de habitantes.
 
Religião: País predominantemente católico romano (89%),
com 6% de adesão a várias fés protestantes e os restantes 5%
ou aderiram religiões menores ou sem religião

Administração: Administrativamente o país está dividido em 31 Estados e um Distrito Federal, onde se encontra sua capital, a Cidade do México.

Economia: Composição Setorial do Produto Interno Bruto (PIB) – agricultura (5%), indústria (29%), serviços (66%)
Pauta de Importação - maquinaria e equipamentos de transportes, manufaturas, minerais, alimentos, matérias-primas.
Pauta de Exportação - maquinarias e equipamentos de transporte, manufaturas, petróleo e derivados, alimentos, minerais.
Principais parceiros comerciais - E.U.A., Canadá, Japão, Espanha, Chile, Brasil (o México é o 9º mais importante parceiro comercial do Brasil).
O desemprego no México é de 2,2%.

Moeda: A unidade monetária  mexicana é o peso, porém os dólares americanos são bastante aceitos nas áreas turísticas.
O México invade os sentidos com sons, sabores e perfumes de uma mistura única de culturas e paisagens.  
Em nenhum outro lugar nas Américas a história antiga e os rituais mágicos se  entrelaçam tão intrincadamente na rotina da vida moderna.

Bebidas Típicas do México .


Bebidas Típicas


O México tem muitas opções de bebidas alcoólicas e não-alcoólicas, começando pela “cerveza”, que foi introduzida no México pelos mineradores alemães.
Há a “cerveza rubia” (cerveja clara) e boas opções de “cerveza escura”. As marcas populares são Corona, Negra Modelo e XX Dos Equis.
“Miquelada” é uma bebida refrescante de cerveja e suco de limão, com sal na borda do copo. 

Tequila e Mezcal são aperitivos mexicanos internacionalmente conhecidos, destilados a partir da seiva de diferentes espécies de agave. A tequila está para o mezcal como o cognac está para o brandy-uma bebida refinada para os bons apreciadores. A tequila só pode ser produzida em uma região específica no centro da cidade de Tequila, perto de Guadalajara.

Para se comprar a tequila observe se no rótulo consta 100% da agave azul, o que provará a ausência de açúcar. Há três tipos de tequila:”blanco” (branca), sem cor e não envelhecida; “reposado”; e “añejo”. Estas duas são envelhecidas em barris de carvalho por até um e três anos, o que lhes confere uma cor âmbar.

O “mezcal con gusano” é feito perto de Oaxaca. Uma lagarta é posta dentro da garrafa para provar que o mezcal tem concentração de álcool suficiente para preservá-la.

Vinhos – As principais vinícolas ficam no Valle de Guadalupe, perto de Ensenada, onde estão a pioneira Bodega Santo Tomás e a Monte Xanic. Pinson e Cetto são outros produtores da Baja California. Vinhos importados também estão disponíveis.



Outras bebidas alcoólicas – Os bares e restaurantes servem várias outras bebidas alcoólicas, para citar algumas, “kablúa” (licor de café temperado com baunilha), “ron” (rum), coquetel de ovos feito em Puebla, geralmente tomado por crianças ou idosos. Entre os coquetéis internacionais mais comuns estão a “piña colada”, refrescante mistura de suco de abacaxi, rum e coco e o daiquiri, suco de limão, rum e açúcar.

Sucos de Frutas e Refrigerantes – Há uma grande variedade de bebidas não alcoólicas, mas em bares ou restaurantes certifique-se de que a garrafa acabou de ser aberta. Os refrigerantes são chamados de “refrescos” e você encontrará todas as opções internacionais. Quanto aos sucos de frutas frescas, escolha aqueles feitos com fruta que precisam ser descascadas.

Preparado como uma limonada, a “naranjada” é um refrescante suco de laranja e a “água de Jamaica” é feita com uma infusão da flor de hibisco.